| |
I –
HISTÓRICO
1.HISTÓRICO
DO MUNICÍPIO:
Os
primórdios da povoação que deu
origem à atual cidade de Pará de
Minas,
remontam do final do século XVII,
época em que o fluxo das bandeiras
paulistas
tornou-se constante nessas paragens,
devido à grande quantidade de ouro
existente nas minas de Pitangui,
área compreendida entre os Rios
Pará, Paraopeba e São João.
Um
pequeno povoado se estabeleceu, em
um ponto de pouso dos viajantes e
suas
comitivas, às margens do Ribeirão
Paciência. Nele, fixou-se o mercador
português Manuel Batista, apelidado
de “Pato-Fofo” em face de ser baixo
e gordo,
e
pela sua vaidade de aparentar
grandes posses, apesar de ser pobre.
Manoel Batista se estabeleceu em uma
fazenda que passou a explorar. A
casa
onde
residiu é considerada a primeira
residência da cidade, e hoje, abriga
o Museu
Histórico de Pará de Minas. Em
decorrência do apelido que Manuel
Batista adquiriu,
o
lugar ficou conhecido com PATAFUFIO
ou PATAFUFO, corruptelas de “Pato
Fofo”.
O
marco inicial de nossa história
verifica-se através da elevação de
Pitangui à
categoria de Vila de Nossa Senhora
da Piedade de Pitangui em 06 de
Fevereiro
de
1715, uma vez que o povoado de
Patafufo pertencia a Pitangui.
Muito lento foi o desenvolvimento do
sítio de Patafufo. Afirma o
historiador Teófhilo
de
Almeida que a mais antiga notícia
oficial sobre o povoado, só aparece
através da
Provisão
Episcopal de 03 de Julho 1772, que
instituiu a primeira capela no lugar
do
Patafufo da freguesia de Pitangui,
com a invocação que escolheram os
moradores.
Em
1800, um viajante refere brevemente
ao arraial como um “pequeno núcleo
de
povoação” que cuidava de plantações
e tecidos de algodão.
Mapas Paroquiais de 1826, indicam
que a Vila e Freguesia de Nossa
Senhora do
Pilar de Pitangui compreendia 08
(oito) capelas filiais, e dentre
elas estava a de
Nossa Senhora da Piedade de Patafufo,
com 314 fogos ou casas e 1646 almas
ou habitantes.
Por
volta de 1828, foram criadas as duas
primeiras escolas públicas do curso
primário da região: uma em Pitangui
e outra no arraial do Patafufo, onde
o Sr. João
Ezequiel Pereira ensinava as
primeiras letras.
Por
Decreto Imperial de 1832, o Curato
de Patafufo passou a integrar a
Paróquia
de
Mateus Leme, e em 1836 foi
incorporado à Paróquia de Pitangui
pela Lei n.º 50,
de
08 de abril. A Paróquia, com a
denominação de Nossa Senhora da
Piedade do
Patafufo, foi criada exatamente 10
anos depois, em 08 de abril de 1846,
pela Lei n.º 312.
Com
a implantação do Império, por lei
provincial n.º 386 de 09 de Outubro
de
1848, o então Presidente da
Província de Minas Gerais, Sr.
Bernardino
José
de Queiroga, elevou o Arraial de
Patafufo à categoria de Vila, com a
d
enominação de Vila do Patafufo, que
compreendia o seu território e os
de
Santana do São João Acima, Mateus
Leme, São Gonçalo e Santo Antônio do
São João Acima.
Em
1850, pela Lei n.º 472, foi
suprimida a condição de Vila do
Patafufo, pelo
fato
de não terem construído os edifícios
da Câmara e da Cadeia, conforme
exigência da Lei 386, voltando o
território a pertencer ao Município
de Pitangui.
Satisfeitas as exigências legais, em
08 de junho de 1858, a Lei
Provincial
n.º
882 veio restaurar a Vila, alterando
também o nome do Arraial e Paróquia
da
Vila, para o de Vila de Nossa
Senhora da Piedade do Pará,
instalada em 20 de
Setembro de 1859.
Em
decorrência de acirradas disputas
entre os chamados “Cascudos”
(liberais) e
“Chimangos” (conservadores), a Lei
Provincial n.º 1889 de 15 de Julho
de
1872
suprimiu novamente o Município do
Pará, incorporando seu território ao
de Pitangui.
Dois
anos depois, em 23 de Dezembro de
1874, foi restabelecida novamente a
categoria de Vila do Pará através da
Lei n.º 2.081, ficando
definitivamente seu
território desligado do de Pitangui.
No
ano seguinte, em 11 de Outubro de
1875, pela Lei n.º 2131, foi criada
a Comarca
do
Pará, em 05 de Novembro de 1877,
através da Lei n.º 2416 a Comarca do
Pará
foi elevada à categoria de cidade,
sob a denominação de CIDADE DO PARÁ.
Por
força da Lei n.º 806 de 22 de
Setembro de 1921, o município passou
a denominar-se
PARÁ
DE MINAS.
A
cidade deve seu nome ao maior rio do
município, o PARÁ. O topônimo
“PARÁ”,
significa rio volumoso, o
colecionador de águas, e “DE MINAS”,
apenas um aditivo a
distinguir o município mineiro do
Estado do Pará.
II – ASPECTOS GEOGRÁFICOS
1.LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
Pará
de Minas encontra-se localizada na
porção central do Estado de Minas
Gerais – Região I.
1.1–
Coordenadas Geográficas
LATITUDE
|
LONGITUDE
|
ALTITUDE
|
19º53’ S
|
44º31’ W
|
970,00m
|
1.2–
Extensão e área do Município
ÁREA
|
KM2
|
Urbana
|
60
|
Rural
|
522,00
|
TOTAL
|
582,00
|
1.3 –
Distritos/Povoados
Pará
de Minas é dividida em 5 Distritos:
DISTRITOS
|
DISTÂNCIAS / KM
|
Pará de Minas (Distrito Sede)
|
0,00
|
Córrego do Barro
|
21,00
|
Carioca
|
24,00
|
Ascenção
|
10,00
|
Torneiros
|
17,00
|
Tavares
|
10,00
|
Fonte:
Div. Obras, Cadastro e Topografia –
PM
POVOADOS
|
DISTÂNCIAS / KM
|
Trindade
|
15,0
|
Floresta
|
12,5
|
Muquém
|
24,0
|
Costas
|
7,0
|
Matinha
|
7,5
|
Mata dos Pimentas
|
11,0
|
Paivas
|
8,0
|
Bom Sucesso
|
12,0
|
Sobrado (Via Matinha)
|
16,5
|
Caetano Preto
|
10,0
|
Palmital
|
8,0
|
Meireles
|
10,0
|
Braz Correia
|
13,0
|
Penha
|
14,0
|
Limas
|
6,5
|
Córrego das Pedras
|
10,5
|
Aparição
|
12,0
|
Guardas
|
14,0
|
Ponte de Tábua
|
14,0
|
Paraíso
|
16,0
|
Fonte:
Div. Obras, Cadastro e Topografia –
PM
2.PARTICIPAÇÃO
DO MUNICÍPIO/CENSO 2000
Pará
de Minas: 73.007 habitantes.
|
REGIÕES |
POPULAÇÃO |
% DE PARÁ DE MINAS |
BRASIL
|
169.799.170 |
0,04 |
|
REGIÃO SUDESTE DO BRASIL |
72.412.494 |
0,10 |
|
MINAS GERAIS |
17.891.488 |
0,41 |
|
REGIÃO CENTRO OESTE MINEIRA |
892.667 |
8,18 |
FONTE: IBGE/2000
REGIÃO CENTRO-OESTE MINEIRA
N.º Ord
|
MUNICÍPIOS
|
POPU_
LAÇAO CENSO
1996 |
POPU_
LAÇÃO CENSO
2000 |
%
CRESCI-MENTO NO PERÍODO |
ESTIMA_
TIVA
2002 |
%
CRESCIMENTO
NO ANO |
ÁREA
Km2 |
|
01 |
Divinópolis |
171.565 |
183.708 |
7,2 |
190.800 |
1,8 |
709,73 |
|
02 |
Itaúna |
70.919 |
76.783 |
8,3 |
79.064 |
2,1 |
495,75 |
|
03 |
Pará de Minas |
68585 |
73.007 |
6,3 |
75.493 |
1,6 |
588,00 |
|
04 |
Formiga |
59.629 |
62.907 |
5,4 |
64.122 |
1,4 |
1501 |
|
05 |
Bom Despacho |
37.699 |
39.943 |
5,9 |
40.914 |
1,5 |
1.218,12 |
|
06 |
Lagoa da Prata |
34.431 |
38.758 |
12,4 |
40.429 |
3,1 |
442,26 |
|
07 |
Nova Serrana |
27.486 |
37.447 |
36,2 |
41.557 |
9,1 |
281,24 |
|
08 |
Oliveira |
35.055 |
37.250 |
6,2 |
38.308 |
1,6 |
896,96 |
|
09 |
Arcos |
29.637 |
32.687 |
10,3 |
33.796 |
2,6 |
509,79 |
|
10 |
Piuí |
26.793 |
28.783 |
7,3 |
29.592 |
1,8 |
902,92 |
|
11 |
Pompéu |
23.250 |
26.089 |
11,9 |
27.297 |
3,0 |
2.557,48 |
|
12 |
Mateus Leme |
20.720 |
24.144 |
16,4 |
25.526 |
4,1 |
303,13 |
|
13 |
Stº. Antônio do Monte |
20.423 |
23.473 |
14,9 |
24.629 |
3,7 |
1.128,09 |
|
14 |
Pitangui |
22.116 |
22.269 |
(0,5) |
22.710 |
0,2 |
554,18 |
|
15 |
Bambuí |
21.187 |
21.697 |
2,3 |
21.933 |
0,6 |
1.453,99 |
|
16 |
Carmo do Cajurú |
15.961 |
17.157 |
7,5 |
17.734 |
1,9 |
454,77 |
|
17 |
Luz |
16.973 |
16.833 |
(1,0) |
16.917 |
-0,2 |
1.169,44 |
|
18 |
Dores do Indaiá |
14.723 |
14.388 |
(23) |
14.493 |
-0,6 |
1.116,15 |
|
19 |
Papagaios |
12.817 |
12.472 |
(2,8) |
12.967 |
-0,7 |
552,8 |
|
20 |
Martinhos Campos |
11.382 |
11.817 |
3,0 |
11.809 |
1,0 |
1.050,03 |
|
21 |
Iguatama |
8.774 |
8.269 |
(5,8) |
8.249 |
-1,4 |
627,97 |
|
22 |
São Gonçalo do Pará |
7.874 |
7.969 |
1,2 |
8.059 |
0,3 |
265,41 |
|
23 |
Pimenta |
7.466 |
7.824 |
4,8 |
8.054 |
1,2 |
405,61 |
|
24 |
Pains |
8.857 |
7.798 |
(12,1) |
7.742 |
3,0 |
417,71 |
|
25 |
Morada Nova de Minas |
6.765 |
7.606 |
12,2 |
7.805 |
3,1 |
2.081,58 |
|
26 |
Igaratinga |
6.879 |
7.355 |
6,9 |
7.643 |
1,7 |
216,27 |
|
27 |
Moema |
5.911 |
6.513 |
10,2 |
6.725 |
2,5 |
202,72 |
|
28 |
Maravilhas |
6.066 |
6.232 |
2,6 |
6.406 |
0,7 |
258,77 |
|
29 |
Perdigão |
4.865 |
5.707 |
17,3 |
5.951 |
4,3 |
251,94 |
|
30 |
Paineiras |
5.089 |
4.895 |
(3,9) |
4.823 |
-1,0 |
638,70 |
|
31 |
Pequi |
3.485 |
3.717 |
6,5 |
3.829 |
1,7 |
201,01 |
|
32 |
Estrela do Indaiá |
3.837 |
3.595 |
(6,8) |
3.516 |
-1,6 |
637,19 |
|
33 |
São José da Varginha |
2.960 |
3.225 |
8,8 |
3.338 |
2,4 |
201,46 |
|
34 |
Leandro Ferreira |
3.069 |
3.227 |
4,5 |
3.290 |
1,3 |
352,68 |
|
35 |
Medeiros |
2.807 |
3.038 |
(1,0) |
3.103 |
2,1 |
947,09 |
|
36 |
Onça do Pitangui |
2.748 |
2.985 |
8,6 |
2.977 |
2,2 |
243,13 |
|
37 |
Tapiraí |
1.934 |
1.900 |
(2,4) |
1.828 |
-0,4 |
409,76 |
Fonte: IBGE/2002
4.Acesso
Pará
de Minas pode ser acessada por duas
Rodovias Federais que convergem
diretamente para a cidade que são: a
BR-352 (Abaeté/Martinho Campos/
Pitangui/Pará de Minas) totalmente
pavimentada, e a BR 262 que liga
Belo
Horizonte ao Triângulo Mineiro,
também pavimentada. As Rodovias
Estaduais que convergem diretamente
à cidade são: MG-431 (entrocamento
MG-060 (São José da Varginha)/Pará
de Minas e Pará de Minas/Itaúna/Itatiaiuçu
(entroncamento BR-381) e LMG-818
(acesso no entroncamento da
BR-262/Florestal/Pará de Minas).
Distâncias de Pará de Minas em
relação aos principais
centros nacionais e pólos regionais:
CENTROS NACIONAIS
|
KM |
PÓLOS REGIONAIS |
KM |
Belo Horizonte
|
86 |
Divinópolis
|
63 |
Rio de Janeiro
|
515 |
Contagem
|
70 |
São Paulo
|
570 |
Bom Despacho
|
87 |
Brasília
|
810 |
Betim
|
52 |
Vitória
|
620 |
Itaúna
|
26 |
Fonte: DER/MG
5. Municípios Limítrofes:
MUNICÍPIOS
|
SENTIDO |
KM |
Onça do Pitangui
|
Norte
|
25,00
|
São José da Varginha
|
Norte |
18,00
|
Esmeralda
|
Leste |
57,00
|
Florestal
|
Leste |
29,00
|
Mateus Leme
|
Sul |
32,00
|
Itaúna
|
Sul |
25,00
|
Igaratinga
|
Sul |
20,00
|
Conceição do Pará
|
Oeste |
37,00
|
Fonte: DER/MG
6. CaracterÍsticas Climatológicas
O
município de Pará de Minas está sob
a influência de circulação dos
sistemas
atmosféricos tropicais.
O
clima é controlado pelas massas de
ar continental (Equatorial e
Tropical) e
Atlântica (Polar e Tropical). Os
deslocamentos dessas massas de ar,
são
responsáveis pela marcante
alternância de estações úmidas e
secas, e
respondem direta e indiretamente,
pelas condições climáticas de nossa
região.
O
clima da região de Pará de Minas é
caracterizado por duas estações
distintas: inverno seco e verão
chuvoso. Nos meses compreendidos
entre outubro e
março, registram-se as maiores
médias de
temperatura, com médias máximas
superiores a 22º C. Verão quente que
se
verifica até nas Serras Elevadas da
Zona Tropical.
As
temperaturas mais baixas, ocorrem
mais precisamente nos meses que se
estendem de maio a setembro, época
caracterizada por um período de
franca estiagem,
com
médias superiores a 10º C.
Segundo a classificação de Koppen,
adotada universalmente e adaptada ao
Brasil,
o
clima de Pará de Minas tem a
classificação “Cwa”, ou seja:
C –
Mesotérmico ( meio quente e úmido );
w –
Chuvas de verão;
a –
Verões quentes e invernos brandos.
6.1
Temperatura
A
energia solar que chega à superfície
terrestre diariamente e que aquece a
atmosfera por irradiação, sofre
variações consideráveis, devido a
influência de fatores
como
a latitude e a altitude, de tal
forma que:
-quanto
maior for a latitude de um lugar,
maior será a temperatura;
-quanto
maior for a altitude, menor a
temperatura.
Os
quadros a seguir mostram as
variações de temperaturas extremas:
|
ANO |
TEMPERATURAS EXTREMAS ANUAIS |
|
MÁXIMA |
MÍNIMA
|
|
º C |
MÊS |
º C |
MÊS |
|
1998 |
33,7 |
FEVEREIRO |
7,7 |
JULHO |
|
1999 |
32,0 |
FEVEREIRO |
8,0 |
AGOSTO |
|
2000 |
32,0 |
OUTUBRO |
8,0 |
JUN/JULHO |
|
2001 |
33,6 |
FEVEREIRO |
9,3 |
JULHO |
|
2002 |
33,6 |
OUTUBRO |
9,5 |
JUN/JULHO |
Fonte: 5º Distrito de Meteorologia.
|
VARIAÇÃO |
TEMPERATURAS EXTREMAS
|
|
º C |
ANO |
|
MÁXIMA ABS. |
38,0 |
1987 |
|
MÍNIMA ABS. |
1,0 |
1973 |
Fonte: 5º Distrito de Meteorologia18,7
6.2
Média Térmica do Ano de 2001:
|
MESES |
MÁXIMA |
MÍNIMA |
MÉDIA MENSAL |
|
2000 |
2001 |
2002 |
2000 |
2001 |
2002 |
2000 |
2001
|
2002 |
Janeiro
|
29,0 |
30,9 |
31,3 |
18,0 |
17,9 |
19,1 |
23,5 |
24,4 |
25,2 |
|
Fevereiro |
31,0 |
33,6 |
29,6 |
19,0 |
18,0 |
18,7 |
25,0 |
25,8 |
27,7 |
|
Março |
28,0 |
31,2 |
31,5 |
17,0 |
17,2 |
17,6 |
22,5 |
24,2 |
24,6 |
|
Abril |
29,0 |
31,6 |
31,6 |
15,0 |
14,9 |
15,0 |
22,0 |
23,3 |
23,3 |
|
Maio |
27,0 |
28,9 |
29,4 |
10,0 |
12,1 |
12,8 |
18,5 |
20,5 |
21,1 |
|
Junho |
27,0 |
27,9 |
28,7 |
8,0 |
10,0 |
9,5 |
17,5 |
18,9 |
19,1 |
|
Julho |
26,0 |
28,5 |
26,8 |
8,0 |
9,3 |
9,5 |
17,0 |
18,9 |
18,2 |
|
Agosto |
29,0 |
27,7 |
29,2 |
10,0 |
9,9 |
10,6 |
19,5 |
18,8 |
19,9 |
|
Setembro |
27,0 |
29,1 |
29,6 |
14,0 |
13,6 |
12,9 |
20,5 |
21,4 |
21,3 |
|
Outubro |
32,0 |
29,3 |
33,6 |
16,0 |
15,1 |
15,8 |
24,0 |
22,2 |
24,7 |
|
Novembro |
28,0 |
30,4 |
30,8 |
17,0 |
18,4 |
18,1 |
22,5 |
24,4 |
24,5 |
|
Dezembro |
29,0 |
29,5 |
31,2 |
18,0 |
18,0 |
19,6 |
23,5 |
23,8 |
25,4 |
|
Média Anual |
30,9 |
29,88 |
30,3 |
14,2 |
14,5 |
14,9 |
21,3 |
22,2 |
22,9 |
Fonte:
5º Distrito de Meteorologia
6.3Índice de Precipitação Pluviométrica
Regime pluviométrico no município de
Pará de Minas:
|
MESES |
PRECIPITAÇÃO TOTAL MENSAL ( MM ) |
|
1998 |
1999 |
2000 |
2001 |
2002 |
Janeiro
|
353 |
304 |
380 |
164 |
264 |
|
Fevereiro |
249 |
84 |
213 |
8 |
201 |
|
Março |
36 |
348 |
347 |
122 |
31 |
|
Abril |
53 |
4 |
13 |
28 |
22 |
|
Maio |
75 |
1 |
4 |
40 |
11 |
|
Junho |
0 |
5 |
0 |
0 |
0 |
|
Julho |
0 |
5 |
0 |
0 |
4 |
|
Agosto |
18 |
0 |
10 |
8 |
2 |
|
Setembro |
20 |
15 |
59 |
24 |
75 |
|
Outubro |
130 |
71 |
33 |
156 |
120 |
|
Novembro |
251 |
249 |
407 |
150 |
224 |
|
Dezembro |
187 |
243 |
338 |
360 |
245 |
Totais
|
1.372 |
1.329 |
1.804 |
1060 |
1199 |
|
Dias de Chuvas |
74 |
62 |
87 |
62 |
63 |
|
Média por Dia |
18,54 |
21,44 |
20,74 |
17,1 |
19,03 |
Fonte:
Fazenda Terra Preta / Pará de Minas
|
VARIAÇÃO |
PRECIPITAÇÃO TOTAL (1) |
|
M.M |
ANO |
MÁXIMA
|
1871 |
1992 |
|
MÍNIMA |
1025 |
1990 |
Fonte: Fazenda Terra
Preta / Pará de Minas
Nota: (1) Nos últimos 15
(quinze anos).
6.4
Umidade Relativa do Ar
O ar
atmosférico contém vapor d’agua, o
qual é recebido das superfícies
oceânicas,
da
evaporação das águas continentais
ou ainda dos vegetais, sendo que a
quantidade
de
vapor varia de acordo com a
temperatura do ar
Assim, a massa atmosférica sofre
variação de umidade, podendo chegar
inclusive
a um
ponto de saturação a uma determinada
temperatura.
Ponto de saturação é a quantidade
máxima de vapor d’agua que o ar pode
conter em um dado instante, e em
determinada temperatura.
Umidade relativa é a quantidade de
vapor d’agua ( percentual) que o ar
contém
naquele instante, com relação ao
máximo que poderia conter ( Ponto de
Saturação).
|
MESES |
UMIDADE RELATIVA DO
AR (%) |
|
2000 |
2001 |
2002 |
Janeiro
|
86 |
73 |
76 |
|
Fevereiro |
89 |
71 |
78 |
|
Março |
90 |
74 |
74 |
|
Abril |
82 |
70 |
71 |
|
Maio |
78 |
71 |
70 |
|
Junho |
75 |
70 |
67 |
|
Julho |
75 |
68 |
66 |
|
Agosto |
68 |
68 |
62 |
|
Setembro |
76 |
69 |
68 |
|
Outubro |
78 |
72 |
- |
|
Novembro |
85 |
75 |
- |
|
Dezembro |
87 |
77 |
- |
Fonte: 5º Distrito de Meteorologia
III - CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO
1. Relevo, vegetação e solo
A
geologia regional é marcada por um
conjunto diversificado de rochas,
apresentando
em
seus domínios, algumas muito
antigas, e depósitos recentes, de
significativa
expressão espacial. Os litótipos
predominantes são representados por
gnaisses,
granitos-gnaisses, biotita-gnaisses
e granodioritos associados.
Os
terrenos mais recentes, apresentam
distribuição bem regular, ocorrendo
preferencialmente na base das
encostas e em marchas esparsas, ao
longo
dos
principais cursos d’água. No
primeiro caso, verifica-se os
depósitos
coluvionares, caracterizados por
materiais que fluiram encosta abaixo
e se
alojaram ao alcançar o melhor ângulo
de repouso.
Os
depósitos que se formam ao longo das
drenagens são denominados de
aluviões, que formam as chamadas
planícies fluviais, feição muito
importante
do
ponto de vista agrícola,
especialmente para o pequeno
produtor devido a
localização muito próxima a água e à
qualidade dos solos que aí se
desenvolvem,
apesar dos riscos eminentes de
inundações.
A
morfologia regional exibe um relevo
nitidamente colinoso, entremeado de
planícies ora abertas ora mais
estreitas, distribuídas de forma
descontínua ao
longo dos principais cursos d’água.
As
características naturais das classes
de solos ocorrentes no município,
em
sua maioria, apresentam-se bastante
pobres especificamente do ponto
de
vista químico, pois são solos
desprovidos de reservas de
nutrientes
propícios ao plantio, com baixos
teores de bases permutáveis, aliados
à baixa
saturação de bases.
|