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Aécio e oito
secretários abrem Governo Itinerante
Oito secretários de Estado abriram
nesta quinta-feira (25), em Divinópolis,
no Centro-Oeste mineiro, o Governo Itinerante,
iniciativa do governador Aécio Neves
destinada a estabelecer canais de comunicação
entre a administração estadual
e a sociedade, prestar contas das ações
governamentais e buscar soluções
compartilhadas para os problemas regionais.
O governador também esteve na cidade,
participando de encontros com lideranças
regionais e de inaugurações
de obras e serviços (foto) .
Os secretários detalharam as ações
de cada secretaria e os investimentos para
este ano. Antônio Augusto Anastasia,
secretário de Planejamento e Gestão,
abriu a reunião regional, no Sesi
Bom Pastor, afirmando a empresários
e lideranças regionais que o processo
de moderni-zação da administração
estadual é reconhecido pelo Ministério
do Planejamento como o melhor do País.
Anastasia falou sobre os 31 projetos estruturadores
do governo; o programa de Parcerias Público-Privadas;
e as medidas pioneiras que visam à
melhoria e à reorganização
do Estado, além do desenvolvimento
econômico e recuperação
política de Minas Gerais.
Ele garantiu que os projetos estruturadores
atendem aos dez objetivos prioritários
do gover-no na área de segurança,
infra-estrutura, serviços, meio ambiente,
geração de empregos, agricultura,
recuperação da desigualdades
sociais, choque de gestão, PPP e
recuperação do préstígio
político de Minas Gerais. Anastasia
acrescentou que parte dos projetos estruturadores
atende à região Centro-Oeste,
citando a recuperação da rodovia
MG-50, via de escoamento da produção
de importantes municípios do Estado.
Moradia e saneamento
A secretária de Desenvolvimento Regional
e Urbano, Maria Emília Rocha Melo,
anunciou o financiamento e o início
imediato da construção de
211 moradias para mutuários de Divinópolis,
numa iniciativa conjunta do Governo do Estado,
Prefeitura Municipal e Caixa Econômica
Federal. Ela lembrou que, no ano passado,
o governo do Estado investiu R$ 5,7 milhões
na área de saneamento básico
de Divinópolis. Outros R$ 6,2 milhões
foram liberados para obras de melhoria do
sistema de abastecimento. Ela reiterou que
mais R$ 8,4 milhões estão
previstos para obras de produção,
tratamento e distribuição
de água do município.
Educação e Saúde
A secretária de Educação,
Vanessa Guimarães, garantiu, durante
encontro com mais de 500 profissionais da
área de ensino, no auditório
da Faculdade de Direito do Oeste de Minas
(Fadom), que está previsto, em 2004,
mais de R$ 1,2 milhão para o transporte
escolar de Divinópolis e Pará
de Minas. Neste ano, igual quantia já
foi liberada para obras e outros investimentos.
O secretário de Saúde, Marcus
Pestana, detalhou, no auditório do
Senai, os principais programas da secretaria
e os investimentos previstos para este ano.
Segundo ele, com recursos do tesouro estadual,
o programa Pró-Hosp investe mais
de R$ 60 milhões por ano, e a macrorregião
de Divinópolis recebe anualmente
R$ 2,1 milhões.
Com o programa Farmácia de Minas,
a região receberá R$ 5,37
milhões, dos quais R$ 5,16 milhões
já foram liberados. Com o programa
o Viva Vida para reduzir a mortalidade infantil
e materna, a macrorregião receberá
este ano R$ 50 mil.
No Sistema Estadual de Transporte Sanitário
(Sets), para apoio aos municípios
e unidades integradas ao SUS, já
foram entregues 380 ambulâncias. Dezessete
municípios da macrorregião
Oeste estão sendo beneficiados com
a cessão de ambulâncias
Emprego e Renda
O secretário de Desenvolvimento Econômico,
Wilson Nélio Brumer, afirmou, no
Sesi Bom Pastor, que a orientação
do Governo Aécio Neves é simplificar
e facilitar a vida do empresário.
Ele destacou os principais programas estruturadores,
afirmando que já estão assegurados
recursos superiores a R$ 30 bilhões
em investimentos, resultado do Empresa Mineira
Competitiva, programa para atração
de novos negócios para Minas.
Já o secretário de Estado
da Fazenda, Fuad Noman, afirmou que a intenção
do governo com o programa Minas Ativa
Empresa Competitiva, lançado na última
segunda-feira pelo governador Aécio
Neves, no Palácio da Liberdade, é
beneficiar o empresário adimplente,
além de atrair novos investimentos.
Fuad disse que o Centro-Oeste mineiro poderá
se beneficiar com o novo programa em função
do grande número de empreendedores
autônomos, que têm a chance
de se cadastrar na receita, tornando-se
aptos a emitir nota fiscal. Com isso, estarão
contribuindo para o aumento do Valor Agregado
Fiscal (VAF) e, portanto, para o crescimento
da participação dos municípios
da região na distribuição
dos recursos do ICMS.
O secretário de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, Odelmo Leão, destacou
que o agronegócio, no ano passado,
colaborou com 27% das exportações
de Minas. E essa desempenho está
levando o governo a investir para desonerar
a cadeia produtiva do agronegócio.
Minas tem o segundo maior rebanho
bovino do país, mas a carne e o couro
ainda são industrializados fora do
nosso Estado. Precisamos dar um basta nesta
situação, disse. Segundo
o secretário, agregar valor significa
atrair riqueza, gerando mais emprego e renda.
Transporte
A MG-050, que liga Belo Horizonte a Divinópolis
e a São Sebastião do Paraíso,
na divisa com São Paulo, será
a primeira experiência brasileira
da Parceria Público-Privado (PPP),
um dos projetos estruturadores do Governo
Aécio Neves. A informação
é do assessor especial da Secretária
de Estado de Transportes e Obras Públicas
(Setop), engenheiro Ramon Victor César,
que representou o secretário Agostinho
Patrús.
Segundo Ramon César, os trabalhos
para implantação do Programa
PPP já estão em fase bem adiantada,
mas, a partir de abril, o governo estadual
investirá na melhoria das condições
de tráfego daquela rodovia. Trata-se
de uma recuperação emergencial,
que envolve trabalhos de recapeamento da
rodovia e de algumas outras vias alimentadoras
do eixo da MG-050, explicou.
Ramon César destacou, ainda, o Proacesso,
que benficiará 224 municípios.
Em sua primeira etapa, o Programa prevê
63 trechos, totalizando 1.260 quilômetros,
cujos recursos são da ordem de R$
249 milhões. De acordo com o assessor,
nesta primeira etapa do programa qua-tro
trechos da região Centro-Oeste estão
incluídos: Doresópolis/entroncamento
da MG-050; Leandro Ferreira/entroncamento
da BR-262; São Roque de Minas, Piumhi
e Vargem Bonita até o entroncamento
da MG-341. Segundo ele, 80% dos municípios
sem asfalto da região foram contemplados
nesta primeira etapa. São 77 quilômetros
que serão pavimentados.
Meio Ambiente
A regionalização do Conselho
de Política Ambiental (Copam) foi
o principal assunto abordado pelo secretário
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
José Carlos Carvalho, durante encontro
com líderes empresariais e políticos
da região. A criação
de unidades regionais do Copam é
uma das principais ações da
Secretaria do Meio Ambiente para facilitar
e agilizar o licenciamento de novos empreendimentos
e a fiscalização ambiental
em todo o estado. Em Divinópolis,
foi inaugurado, no último dia 15,
a sede do Copam Alto São Francisco,
que tem 16 conselheiros titulares e 16 suplentes,
representando toda a sociedade civil da
região.
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Foi
realizado em Bom Despacho, nos dias
03 e 04 de dezembro o Encontro de Lideranças
do Centro-Oeste de Mineiro, que contou
com a participação do
Dr. Romeu Scarioli - Presidente do BDMG.
Mais informações |
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| A
plenária decidiu pelo recadastramento
de todos os representantes dos municípios,
o que deverá ser feito através
deste site. Clique
aqui para saber mais sobre o recadastramento |
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Governo
prioriza atendimento a projeto do
PRODESCOM
Durante a
última campanha das eleições para
Presidente e para Governador do
Estado, o PRODESCOM – Programa de
Desenvolvimento Sustentável do
Centro-Oeste Mineiro – entregou aos
candidatos eleitos Lula e Aécio Neves,
projetos solicitando melhorias nas
rodovias federais e estaduais da
região Centro-Oeste. No ano de 2002,
ainda no Governo de FHC, os projetos
técnicos solicitados foram concluídos,
mas não foram incluídos no orçamento.
Na última semana, em
reunião realizada em Belo Horizonte,
da qual participaram o Secretário de
Transportes e Obras Públicas do
Estado, Agostinho Patrus, o
representante do DENIT – Departamento
de Infra-estrutura em Transportes e
representante do Ministério dos
Transportes, a direção do PRODESCOM
foi informada da inclusão das
prioridades solicitadas no Plano
Plurianual de Investimentos, a vigorar
de 2004 a 2007. Na ocasião, o
secretário esclareceu que os projetos
solicitados foram incluídos dentre os
projetos estruturadores dos corredores
de integração e desenvolvimento.
Para a adequação de
corredores de integração e
desenvolvimento, o governo mineiro
traçou como prioridade as obras da
Rodovia BR 040, trechos Belo Horizonte
– Juiz de Fora e Sete Lagoas – Trevo
para Curvelo; as obras da duplicação
da Rodovia BR 262, trecho Betim – Nova
Serrana e a recuperação do trecho Nova
Serrana – Uberaba; a conclusão da
duplicação da Rodovia BR 381,
trechos-conclusão das obras de
duplicação da rodovia Fernão Dias e
recuperação e melhoramento do trecho
Belo Horizonte – Monlevade – Ipatinga
– Valadares; recuperação e melhoria da
rodovia MG 050, trechos Juatuba –
Divinópolis e Divinópolis – S. S. do
Paraíso.
Segundo o Secretário
Agostinho Patrus entenda-se como
melhoria nas rodovias do Centro-Oeste
mineiro, além da duplicação da BR-262,
no trecho Betim-Nova Serrana, também a
duplicação da MG-050, nos trechos
Juatuba-Divinópolis e a construção de
terceira pista em partes do trecho
Divinópolis-S.S.do Paraíso.
Nessas obras, os
investimentos previstos somam R$ 987
milhões, recursos estes oriundos do
governo Federal e do Programa de
Parcerias Público Privados.
O projeto de melhoria
da malha viária do Centro-Oeste
mineiro tem sido uma das prioridades
trabalhadas pelas lideranças regionais
nestes últimos dois anos. Segundo o
Presidente do PRODESCOM, Claudio
Veras, este é o segundo passo
importante para a concretização deste
projeto, após a elaboração dos
projetos técnicos, mas não significa
ainda a garantia da concretização. “O
trabalho conjunto da nossa bancada
parlamentar e das lideranças da
sociedade civil mostra que estamos no
caminho certo, mas devemos continuar e
até intensificar esta ação para termos
os resultados desejados pela
comunidade do centro-oeste”, conclui
Veras. |
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Discurso do presidente da
República, Fernando Henrique Cardoso,
na cerimônia de apresentação do
Programa de Desenvolvimento
Sustentável do Centro-Oeste do Estado
de Minas Gerais - Itaúna/MG |
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Meu
caro Eduardo Azeredo,
Meus amigos Ministros de Estado, aqui
presentes,
Senadores, Deputados,
Osmando Pereira da Silva, que é o
nosso Prefeito de Itaúna,
Cláudio Veras, que é o Presidente do
Prodescom,
Senhoras e Senhores,
Mais
uma vez, aqui, em Minas Gerais, sinto
a alegria de ser brasileiro. Sinto uma
alegria autêntica aqui, neste
pedacinho de Minas. O Governador
Eduardo Azeredo me dizia que é,
talvez, o mais mineiro dos pedaços
mineiros, porque sofre menos a
influência de outros Estados, é Minas
em estado puro, na sua própria
essência. E sinto a alegria de ser
brasileiro. E digo o porquê.
Primeiro, porque há este Prodescom,
que é uma realização. Depois, porque o
Prefeito foi tão preciso, tão direto,
ao fazer um diagnóstico da sua cidade,
e tão generoso, ao referir-se ao
Presidente da República, que só posso
agradecer.
Agora, acabamos de ouvir uma exposição
admirável. Admirável e que eu gostaria
que todos os brasileiros pudessem
tê-la escutado com a mesma atenção que
prestamos para, de uma maneira tão
objetiva, ter um resumo do que está
neste pedacinho do Brasil. Tomara o
que esteja acontecendo aqui se
generalize pelo Brasil todo. Porque o
que está acontecendo aqui é o sonho de
todos nós. Um Brasil que hoje, em
plena democracia, com estabilidade da
economia, é capaz de pensar em
conjunto os seus problemas. É capaz de
planejar, é capaz de ver o que dá para
fazer no tempo e se organiza. Isso é o
sonho de uma sociedade que se
democratiza.
Este
é um Brasil que, talvez, não seja tão
visível, ainda, em muitas outras
regiões, até mesmo nas grandes
cidades, onde é mais difícil, é mais
tumultuado para perceber essa mudança
que está ocorrendo. Mas nos
aproximamos desse Brasil vital, desses
enormes espaços, hoje, pontilhados de
cidades, como Itaúna. Basta chegar,
aqui, e se, ver que é uma cidade que
tem organização. Basta olhar o traçado
urbano da cidade. Basta ver os morros
e a cidade como vai, caprichosamente,
subindo o morro, como vai havendo uma
escola, uma Faculdade ali adiante,
como as casas vão melhorando. Ainda há
pobreza, por certo, como em toda parte
do Brasil, mas já começa a haver
dignidade. E a dignidade depende, em
larga medida – como disse, aqui, o
Prefeito – das políticas pública que
possam fazer com que aqueles que nada
têm, ou que têm muito pouco, pelo
menos tenham o essencial para uma vida
decente: educação, saúde, habitação,
saneamento, uma condição de cidadania,
uma condição de ser humano. Vê-se que
aqui isso existe.
Não
conheço todas as cidades da região.
Estive, sim, recentemente, na Serra da
Canastra. Conheço bastante Minas.
Venho freqüentemente a Minas. É o
Estado onde eu mais vivo, porque
sempre que posso, saio de Brasília e
vou para Buritis. E sempre que me
deixam em paz, por lá – não é sempre –
gosto das delícias de ser mineiro,
também.
Não
conheço toda a região. Mas imagino, ao
ver Itaúna, que esse espírito permeia
toda a região. Conheço os Deputados e
os Senadores. Os Senadores, alguns
deles, de muitos anos. Fomos colegas.
O Senador Francelino Pereira, que é um
pouco mais moço que eu, e o Senador
Arlindo Porto, fomos colegas, no
Senado. E os Deputados, de tantas
vezes que estivemos juntos. Mais
recentemente, foi o Deputado Rafael
Guerra quem, realmente, incutiu no meu
espírito a importância, a necessidade
de vir, aqui, me encontrar com os
demais companheiros Deputados e
Senadores, Ministros e, sobretudo, os
Prefeitos da região. Então, eu os
conheço e sei, por intermédio deles,
das transformações que estão ocorrendo
aqui.
Aqui
se está fazendo o que é preciso fazer:
um planejamento moderno. Planejamento
moderno não significa, obviamente,
dizer que o mercado vai resolver as
coisas. Porque o mercado não resolve.
O mercado não resolve as questões
fundamentais de uma sociedade que
ainda tem desigualdades tão marcantes
quanto a brasileira. Mas, também, não
significa dizer que o Estado possa
fazê-lo. Planejamento moderno
significa uma parceria, como aqui foi
dito, entre os vários níveis da
administração local, se possível
estadual, a federal, que têm que se
dar as mãos. E eu dou as mãos de
qualquer maneira, pelo povo da região.
Temos que entender isso: é preciso que
haja harmonia entre os vários níveis
da administração. Na política nós
podemos até brigar. Não gosto muito de
brigar não, mas brigo.
Mas
o importante não é só a política para
o povo. O importante é a capacidade de
fazer com que as políticas públicas
cheguem ao povo. E isso requer uma
coordenação administrativa. Mas, além
disso, é preciso que os segmentos mais
vibrantes da sociedade civil se
organizem e cooperem – na crítica
também – mas cooperem na implementação
das transformações que são
necessárias.
Essas transformações não podem, como
no passado alguns imaginaram, ser
ditadas pelo governo, pelo Estado, por
um plano burocrático que esteja muito
distanciado da realidade viva da
sociedade. Tem que ser algo que vai em
processo, em que hoje se propõe uma
coisa, amanhã outra, se ajusta, há
contradições, mas há uma diretriz, há
um rumo. E é o que está acontecendo
aqui no Prodescom. É o que está
acontecendo quando se juntam todos, e
nos vários níveis da administração e
quando, pouco a pouco, vamos definindo
os caminhos. E, finalmente, hoje,
pedem apoio para quatro programas.
Chegou-se a um objetivo. Dentro das
minhas possibilidades, darei o apoio.
Darei o apoio e posso lhes dizer que
vou mandar verificar as estradas aí
referidas, o que é possível fazer no
Orçamento. Por quê? Porque as estradas
estavam delegadas ao Governo Estadual.
Elas voltaram agora para o Governo
Federal por uma questão de querela
sobre pedágios. Não sei se no
Orçamento já existe a linha que me
permita colocar os recursos. Se
existe, vou colocar os recursos.
Então, vou mandar o Ministério do
Planejamento colocar os recursos. Não
porque visitei aqui, não apenas porque
estive aqui, não apenas para comemorar
– e já bastaria – os 100 anos de
Itaúna, mas porque vi o trabalho
sério, porque vi que isso é a vontade
coletiva da região organizada, e não é
apenas um apelo, nem político, nem
partidário, nem do governo, mas é de
toda a sociedade que acha que isso é
importante. Então, nós vamos fazer.
Da
mesma maneira, no que diz respeito ao
saneamento básico, existem recursos no
Ministério de Meio Ambiente
especificamente para o Rio São
Francisco. O secretário-executivo está
aqui, o Ministro não está. Tenho
certeza de que, se o secretário
destinar esses recursos, o Ministro
vai dizer: obrigado secretário, é isso
mesmo!
Saneamento é um processo longo, é
custoso. Um dos principais obstáculos
a que se avance no saneamento básico
no Brasil é a indefinição, que ainda
existe, em nível constitucional e em
nível infra-constitucional, sobre a
titularidade da concessão. Ou seja,
quem dá a concessão é o município ou é
o Estado? Quando os municípios se
organizam em bacias, quando existe
essa compreensão de que não é possível
haver uma luta cega para saber quem é
dono do quê, senão que o povo que é o
dono de tudo – e aqui houve isso –
torna-se mais fácil enfrentar e
resolver a questão do saneamento
básico, que talvez seja hoje o ponto
mais delicado para darmos continuidade
à luta, que é contínua, que é a
respeito das melhorias das condições
de saúde do nosso povo.
Conseguimos reduzir,
significativamente, a mortalidade
infantil na última década. Dentro de
poucos dias, o IBGE termina uma
análise comparando toda a última
década do século passado, do ano de
1991 até o ano 2000. Imagino que, aí,
será mais fácil mostrar ao país o
quanto se mudou o Brasil. E,
certamente, na questão de mortalidade
infantil, houve uma queda. Ainda é
elevada a mortalidade no Brasil: 33
crianças por mil nascidos. Os dados
não são muito precisos, porque no
Brasil não se faz para calcular a
mortalidade infantil aquilo que se faz
nos países mais desenvolvidos, ou
seja, fazer uma pesquisa no cartório.
Aqui se faz de outra maneira e, ao
fazer-se de outra maneira, há uma
margem de especulação. Mas agora o
Ministro da Saúde determinou, creio
que a Unicef e a Organização Mundial
de Saúde estão patrocinando, se
fizesse uma pesquisa em seis regiões
específicas do Brasil. E aí vai se ver
que, provavelmente, há uma redução
maior do que a redução que é apontada
pelo IBGE, porque serão então análises
diretas que podem realmente medir a
redução da mortalidade infantil.
O
Prefeito nos disse, há pouco, que aqui
a redução da mortalidade infantil foi
grande. Não sei quanto é. Doze por
mil, aí já é índice de país
desenvolvido. Mas para reduzir dos 33
da média nacional, para esses 12, ou
8, ou 7 por mil, ou o que possamos, o
que falta é saneamento. Já não basta
mais ter os programas que temos em
nível do Ministério da Saúde. É
preciso que haja saneamento básico,
sem o que não é uma questão médica e
nem uma questão simplesmente de
nutrição que vai resolver a
mortalidade infantil. Saneamento
básico passa, portanto, a ser um
problema também de saúde pública e um
problema que vamos ter que, no futuro
e a partir de já, e já o estamos
fazendo – mas com as limitações
legais, não foi possível avançar
suficientemente – mas vai ser um dos
desafios fundamentais para que
tenhamos uma sociedade realmente
melhor.
Podem ter certeza de que as
reivindicações aqui apresentadas no
plano do entrosamento das políticas
públicas são o nosso pensamento.
Estamos fazendo um grande esforço para
dar maior concretude e maior
visibilidade ao que tenho chamado, com
certa insistência, de rede de proteção
social. Houve época em que se dizia a
respeito do nosso governo que tínhamos
feito a estabilidade. Isso foi
inegável. Não dava para negar porque,
realmente, a inflação era galopante.
Não o é mais. Mas diziam que faltou o
olhar terno, o olhar necessário, com
sensibilidade para o social. Os que
assim pensaram, simplesmente não
estavam vendo o que está acontecendo
no Brasil. Os dados que o Prefeito nos
trouxe, os dados que o Presidente do
Prodescom acabou de nos mostrar provam
com tranqüilidade que as políticas
sociais, hoje, têm mais relevância do
que as políticas de estabilização. As
políticas de estabilização estão aí já
implantadas, e as políticas de avanço
social estão em processo de
implantação.
Estamos implantando um programa de
proteção social como nunca houve no
Brasil. Cansei de dizer, como
sociólogo, como pessoa ligada à
social-democracia brasileira e
internacional e como candidato à
Presidência República, como
Presidente, que tínhamos, no Brasil,
um Estado do mal-estar social.
Na
Europa, falava-se muito do Estado do
bem-estar social, que era a marca da
social-democracia. Eu dizia: o nosso
Estado aqui é do mal-estar social. Por
quê? Porque é um Estado inchado
burocraticamente, que está penetrado
por interesses privados, que tomaram
conta de porções desse Estado e que,
ao invés de ter a capacidade de chegar
aos mais pobres, em geral, os recursos
ou morrem na burocracia ou vão para as
camadas que, não sendo ricas, não são,
entretanto, as mais pobres do país. O
desafio nosso seria de desenhar
políticas sociais que permitissem,
pelo menos, as sementes e os
fundamentos de um Estado de bem-estar
social. Foi a isso a que nós nos
dedicamos. E nós o fizemos.
Hoje, desde antes de a criança nascer,
a mãe já tem algum tipo de proteção
através da bolsa de gestação. Se a mãe
é pobre, não tem recursos, tem algum
apoio. Se a criança nasce, de 0 a 6
anos existe a Bolsa-Alimentação para a
mãe e para a criança. De 7 a 14 anos
temos a Bolsa-Escola. O Ministro Paulo
Renato me disse, anteontem, que
estamos chegando aos 5 milhões de
bolsas distribuídas. Cinco milhões de
cartões. São mais de 5 milhões de
crianças, são 5 milhões de cartões,
chamados Bolsa-Escola do Governo
Federal.
Com
esse cartão, a mãe de família, e na
falta dela a pessoa responsável pela
família, vai a uma agência da Caixa
Econômica, a um posto dos Correios,
onde seja, e recebe uma pequena
quantia de recursos. Pode chegar a ser
45 reais, para garantir que tenha um
mínimo de condição para manter a
criança na escola, e tem a obrigação
de fazer com que o filho assista pelo
menos a 85% das aulas durante o ano
letivo. Para isso, não pede licença a
ninguém, nem ao Vereador, ao Prefeito,
ao cabo eleitoral, ao Deputado, ao
Senador, ao Governador ou ao
Presidente da República. Não precisa.
É o cartão da cidadania. É um direito
da pessoa de receber um incentivo para
manter a criança na escola. Isso já
existe.
Ao
mesmo tempo, se a criança está
trabalhando em áreas penosas, que não
são próprias para o trabalho infantil,
existe o PETI, Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil, do Ministério da
Previdência Social, da Secretaria de
Assistência Social, que já deu quase
800 mil bolsas. E mais do que isso, e
nos locais em que foi necessário,
ajudado pelo Ministério da Educação,
criou escolas para que suas crianças
saíssem do trabalho pesado na
cana-de-açúcar, nas salinas, no sisal,
nas carvoarias. Ainda temos muitas
crianças nessas condições, mas já há
recursos para tirar todas as crianças
desse tipo de trabalho, da condição do
trabalhado infantil insalubre, dando
um apoio à família, para que esta
possa, então, contar com aquela renda
que a criança gerava.
Há,
portanto, um prosseguimento dessa
proteção social. Essa proteção social
se estende àqueles que, trabalhando no
campo e nunca tendo contribuído para a
aposentadoria, quando chegam a uma
certa idade, recebem a sua
aposentadoria. Isso é uma forma de
distribuição direta de renda.
Independentemente do INSS, existe todo
um sistema de atendimento às
populações rurais que não tiveram a
possibilidade de cotizar para a sua
aposentadoria, mas recebem.
E se
a pessoa idosa, além dos 67 anos, e se
a família não tem um certo nível de
renda, também recebe um auxílio, o
chamado LOAS, que significa Lei
Orgânica de Assistência Social. A
proposta de implementação foi do
Deputado Jutahy Magalhães e o meu
governo colocou em prática.
Hoje, demograficamente, pelos cálculos
vistos, não há um só idoso no Brasil –
homem ou mulher – nessa faixa de
idade, que tenha a faixa de renda
definida, que já não esteja recebendo
essa ajuda. Há, portanto,
efetivamente, uma rede de proteção que
vai do nascituro ao mais idoso. Para
quem? Para aqueles que correspondem, a
grosso modo, a quase 30% da população
brasileira, que é precisamente aquela
população que está abaixo da linha da
pobreza.
Isso
está feito no Brasil. Pode-se discutir
se é possível dar mais – e no futuro
será. Graças ao esforço coletivo dos
Prefeitos que, basicamente, são que
alistam as pessoas e do Governo
Federal, e às vezes dos Governos
Estaduais, estamos estendendo esta
rede de proteção para que o Estado de
mal-estar social se transforme,
efetivamente, num Estado de bem-estar
social, nas condições de um país que
ainda é pobre, mas que sabe que é
desta maneira que se combate a
exclusão social.
Exclusão social não se acaba com grito
na garganta, não se acaba com retórica
nos Parlamentos. Não. Exclusão social
se acaba com o trabalho sério,
honrado, de parcerias que mobilizem a
sociedade, que organizem a
administração e que emprestem
seriedade às ações de governo. Ao
emprestar seriedade, acaba-se com a
corrupção também, porque não poder
haver desvio de recursos desta forma
pela qual nós estamos redistribuindo a
renda no Brasil. E eu falei
redistribuindo a renda.
No
Brasil, do total de 170 milhões de
habitantes, 4 milhões pagam Imposto de
Renda, porque uma imensa maioria é
dispensada do Imposto de Renda, é
isenta do Imposto de Renda. Esses 4
milhões pagam ao redor, no conjunto,
de 20 e poucos bilhões de reais.
Pois
bem, esses programas, aos quais me
referi agora, da rede de proteção
social, entregam sob a forma de
dinheiro, aos mais pobres do Brasil,
20 e poucos bilhões de reais. Quer
dizer, o Governo está funcionando como
uma máquina efetiva de distribuição de
renda, tomando dos mais ricos e dos
menos pobres, porque nós aqui, nossa
imensa maioria, não somos ricos. Somos
menos pobres e pagamos imposto. Os
mais ricos e os menos pobres estão
carreando recursos para os mais
pobres. Obviamente, esses recursos não
saem direto do Imposto de Renda,
porque o dinheiro do Governo é um só
bloco de recursos, mas, efetivamente,
na prática, estamos redistribuindo a
renda. Se a renda cresce, cresce
também o mecanismo de redistribuição.
Está montado um sistema de proteção
social no Brasil e isso é o que
estamos vendo aqui.
As
palavras que foram ditas anteriormente
a mim apenas são outras maneiras de
expressar que a sociedade está se
organizando para assegurar melhor
administração, melhores políticas
públicas, mais acesso, menos exclusão
e, portanto, melhores condições para a
sociedade brasileira
Por
todas essas razões, meus amigos aqui
presentes, tão numerosos,
parlamentares, autoridades, Prefeitos
tão numerosos aqui, senhoras e
senhores, é que, quando digo que fico
com alegria de vir, aqui, não é
demagogia. Porque ouço as palavras que
foram proferidas, tanto pelo
Presidente do Prodescom quanto pelo
Prefeito de Itaúna, e tenho certeza de
que expressam o sentimento dos
senhores. Ouço as minhas próprias
palavras. E não porque copiassem de
mim, mas porque, juntos, copiamos do
povo, ouvimos a população, a população
que fala seguidamente. Até quando está
silenciosa, ela fala, porque emite os
sinais de sua esperança e das suas
necessidades, daquilo que é preciso
fazer. Nós ouvimos esses sinais e os
transformamos em políticas públicas.
Isso
é democracia em marcha, isso é
construção efetiva de um novo Brasil.
Um Brasil, que posso lhes dizer, está
se espraiando. Aqui, em Minas, pelas
qualidades especiais de Minas,
especialmente nesta região, como já
mencionei, isso se vê mais facilmente.
Aqui existe um nível educacional mais
avançado, e como existe! Fiquei,
realmente, muito bem impressionado, ao
ler o relatório da Firjan – Federação
das Indústrias do Rio de Janeiro,
hoje, a respeito do Prodescom, a
respeito dos "clusters", dos núcleos
que estão sendo organizados aqui, da
ardósia, da questão da cal, da questão
do aço, da questão do calçado, da
questão relativa à indústria do
vestuário e moveleira. Enfim, são
muitas as indústrias. E aqui, em
Minas, se sente essa força, porque
Minas tem essa força que contagia a
gente, mesmo nas regiões remotas do
Brasil, onde não é tão visível esse
fremir de uma nova sociedade, as
sementes delas já existem.
Fui,
recentemente, a Araripe, nos sertões
do Ceará, além do Crato, além do
Juazeiro, no cristalino nordestino,
onde a água é dificílima de ser
encontrada centenas de metros abaixo
da crosta do cristalino. Ali se vê,
numa natureza, eu diria, quase hostil,
a possibilidade da agricultura. Lá, em
Araripe, uma cidade de 20 mil
habitantes, o Prefeito é um jovem
médico, que tinha o curso de
pós-graduado em Roma e, hoje, é
Prefeito pela segunda vez. Ele disse:
"Presidente, aqui ninguém passa fome".
Aqui, 98% das crianças estão nas
escolas. Aqui, tenho 7 equipes de
médicos de família. Aqui, não há
ninguém sem o atendimento médico. Lá,
no interior do sertão do Ceará.
Portanto, se aqui se vê com mais
retumbância, pela própria força de
Minas Gerais, essas transformações.
Mesmo nos locais mais sofridos do
Brasil – e não há local mais sofrido
do que o sertão do Nordeste, onde a
seca, realmente, açoita – mesmo lá, se
sente a semente de um novo Brasil.
É
isso que eu vim agradecer a vocês. No
fundo, somos todos, hoje, plantadores
de sementes do futuro. Estamos felizes
em poder plantá-las, aqui, juntos,
nesta terra generosa de Minas Gerais,
à qual eu dedico, especialmente pelo
seu centenário, as minhas últimas
palavras de agradecimento, de júbilo e
de confiança nos mineiros e no Brasil.
Muito obrigado.
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LUIZ
INÁCIO LULA DA SILVA EM VISITA
AO PRODESCOM
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O
candidato à Presidência
da República Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) esteve em Divinópolis
para conhecer o Programa de Desenvolvimento
Sustentável do Centro Oeste Mineiro.
O Programa foi apresentado pelo Presidente
Cláudio Veras, que solicitou
ao presidenciável o apoio às
propostas e projetos em andamento. Lula,
elogiando a iniciativa dos municípios
participantes, garantiu apoio ao Prodescom,
afirmando, ainda, que foi a primeira
iniciativa desta natureza que conheceu
em toda a sua trajetória política. |
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Senador
José Serra visita o Centro-Oeste
de Minas para conhecer o PRODESCOM
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O
Senador José Serra - Candidato à
Presidência pelo PSDB - esteve em
Divinópolis, no dia 07 de junho de
2002, especialmente para conhecer o PRODESCOM
- Na oportunidade o Senador recebeu das
mãos do Presidente em exercício
Afonso Gonzaga e de Sérgio Martins
Presidente da ACI de Divinópolis,
documentos referentes aos Projetos do Prodescom
que estão tramitando em Brasília.
Fotos:
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REUNIÕES
EM BRASÍLIA PARA TRATAR DOS
PROJETOS DO PRODESCOM
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MINISTÉRIO
DOS TRANSPORTES
O
Presidente Cláudio Veras e
o Deputado Federal Rafael Guerra explicam
ao Ministro as propostas do PRODESCOM
para melhoria das rodovias federais
que cortam a região.
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EMBRAPA
Na
Embrapa os representantes do PRODESCOM,
acompanhados do Deputado Federal Jaime
Martins, discutem, com o Diretor do
Órgão, o projeto de
agregação de valor a
produção agropecuária
do centro-oeste mineiro.
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CÂMARA
DOS DEPUTADOS
A
Comissão apresenta ao Deputado
Federal Eduardo Barbosa o Projeto
de Crédito Especial para Micro
e Pequenas Empresas.
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MINISTÉRIO
DO MEIO AMBIENTE
O
Projeto Ambiental do PRODESCOM é
discutido com o Ministro José
Carlos Carvalho - do Meio Ambiente.
De acordo com o Ministro o Projeto
será ampliado para tornar-se
um modelo nacional.
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PRODESCOM
RECEBE O PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE
CARDOSO
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O
Presidente Fernando Henrique Cardoso
esteve em Itaúna, especialmente
para conhecer o PRODESCOM. Cláudio
Veras, presidente do Prodescom, apresentou
à FHC quatro reivindicações
contemplando as seguintes áreas:
Meio Ambiente (saneamento) , Infra-estrutura
(malha rodoviária), Apoio à
Micro e Pequenas Empresas (crédito)
e Agronegócios (agregação
de valor à produção).
"Agora,
acabamos de ouvir uma exposição
admirável. Admirável
e que eu gostaria que todos os brasileiros
pudessem tê-la escutado com
a mesma atenção que
prestamos para, de uma maneira tão
objetiva, ter um resumo do que está
acontecendo neste pedacinho do Brasil.
Tomara o que esteja acontecendo aqui
se generalize pelo Brasil todo. Porque
o que está acontecendo aqui
é o sonho de todos nós.
" com estas palavras o Presidente
demonstrou sua satisfação
em conhecer a iniciativa o centro-oeste
de Minas e ainda garantiu o seu apoio
aos projetos do Prodescom dizendo:
"hoje, pedem apoio para quatro
programas. Chegou-se a um objetivo.
Dentro das minhas possibilidades,
darei o apoio.
Darei o apoio e posso lhes dizer que
vou mandar verificar as estradas aí
referidas, o que é possível
fazer no Orçamento. Por quê?
Porque as estradas estavam delegadas
ao Governo Estadual. Elas voltaram
agora para o Governo Federal por uma
questão de querela sobre pedágios.
Não sei se no Orçamento
já existe a linha que me permita
colocar os recursos. Se existe, vou
colocar os recursos. Então,
vou mandar o Ministério do
Planejamento colocar os recursos.
Não porque visitei aqui, não
apenas porque estive aqui, não
apenas para comemorar - e já
bastaria - os 100 anos de Itaúna,
mas porque vi o trabalho sério,
porque vi que isso é a vontade
coletiva da região organizada,
e não é apenas um apelo,
nem político, nem partidário,
nem do governo, mas é de toda
a sociedade que acha que isso é
importante. Então, nós
vamos fazer." assegurou
FHC.
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